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"Eu não sou um homem fácil" - Regresso às Noites da Igualdade

2019-04-28

No passado dia 29 de Março realizou-se a XIII Noite de Igualdade na delegação da UMAR- Terceira. Numa noite com imensa e diversificada oferta cultural na ilha, foi uma agradável surpresa constantar a presença de mais de 30 pessoas que fizeram casa cheia no espaço da UMAR. A proposta da noite (sugerida à UMAR por Clara Polaino a quem a UMAR desde já agradece) foi assistir ao filme “Je ne suis pas un homme facile” (Eu não sou um homem fácil) de Eléonore Pourriat (2018) e a seguir conversar sobre ele.


Nesta comédia romântica temos a oportunidade de observar uma sociedade em que os papéis de género são invertidos e damo-nos conta no meio de gargalhadas e boa disposição, da desigualdade caricata que realmente existe. 
A doutora Ana Arroz (psicóloga educacional e docente na Universidade dos Açores) gentilmente aceitou o convite para comentar o filme e moderar o debate. A conversa, bastante participada, passou por diferentes tópicos do tema igualdade de género: as desigualdades atuais, a partilha de tarefas domésticas, a prevenção, o papel da educação, o  pepel de cada um e cada uma de nós como agentes e mudança…
Esta noite contou ainda com a presença de Elisabete Brasil da UMAR nacional, coordenadora do Observatório das Mulheres Assassinadas, uma agradável surpresa que muito nos honrou e que trouxe ao debate a visão atual no que respeita a violência de género em Portugal.
Esta foi uma noite de Igualdade muito especial porque, pondo fim a uma ausência de 5 anos das Noites Igualdade, acontece no decorrer de um 8 de março fortíssimo, porque o ano começou tragicamente com a morte de 11 mulheres vítimas de violência doméstica que levou a ser decretado o dia 7 de março como dia de luto nacional. E esta é uma violência de género! Segundo Elisabete Brasil (baseando-se em vários estudos) “uma violência que, à diferenciação biológica existente entre homens e mulheres, faz corresponder uma diferente socialização; papéis sociais diferenciados para uns e para outras (…) É esta diferenciação que estrutura uma sociedade desigual (…) e que vai, a cada geração, reproduzindo desigualdade de género, discriminando, mantendo uma ordem social e um contexto nos quais se enraízam e legitimam a violência contra as mulheres, naturalizando-a. É um contrato social, por vezes explícito, outras subentendido que fundamenta a violência doméstica”.
Hoje estamos em abril, falar em Abril é falar em Liberdade, precisamos que a liberdade chegue a todas as casas, precisamos de continuar a criar uma sociedade de homens e mulheres livres, uma sociedade mais justa. Podem continuar a contar com UMAR-Açores !
 
|| Sara Sarroeira
UMAR-Açores Terceira
 
Em Asas da Igualdade. Açoriano Oriental, 27 Abril 2019

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Asas da Igualdade

A partir daqui pode ver Nas Asas da Igualdade: edição mensal da Umar-Açores e publicação no Açoriano Oriental.
A página Nas Asas da Igualdade foi lançada pela UMAR-Açores, integrada no projeto com o mesmo nome, desenvolvido em 2007 Ano Europeu da Igualdade e prossegue desde então até aos nossos dias



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