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Janela sobre o Passado... Março de 2019

2019-03-29

Desde 1975, o dia 8 de março foi designado, pela ONU, como Dia Internacional da Mulher, com o objetivo de celebrar as conquistas sociais, políticas e económicas femininas. Todavia, ainda hoje há quem questione a celebração desta efeméride. Haverá  ainda razões para o fazer? De acordo com Fátima Sequeira Dias, por mais artificiais que se afigurem este tipo de comemorações, estas têm em vista estimular as consciências acerca do acontecimento ou assunto em questão. Há temas “insuficientemente respeitados e escandalosamente ignorados...”. 


Daí, o Dia Internacional da Mulher. Acresce, em nossa opinião, o facto desta celebração motivar a perpetuação das lutas femininas que, em todos os tempos, nunca será demais relembrar. O feminismo histórico enfrentou inúmeras barreiras e foi graças ao pensamento e à determinação de inúmeras mulheres — muitas delas perdidas no anonimato — que hoje se devem as mudanças operadas nas mentalidades e nas práticas em prol da afirmação e emancipação das mulheres, não obstante o muito que ainda persiste por conquistar. As vitórias em torno da igualdade de género já esbateram clivagens e injustiças, mas ainda não estão plenamente alcançadas. Daí, o Dia Internacional da Mulher. De resto, não subsiste qualquer desequilíbrio. Desde 1999, e também com o apoio das Nações Unidas, comemora-se a 19 de novembro o Dia Internacional do Homem, com o intuito de defender os direitos masculinos e destacar os papéis positivos do género. Se os homens sentiram esta necessidade, melhor ainda as mulheres. Mas, porquê o dia 8 de março? 
Estima-se que a ideia de celebrar o dia mundial da mulher tenha surgido em finais do século XIX, inícios do século XX, nos EUA e na Europa, na sequência das lutas feministas e sufragistas. Embora não exista consenso, considera-se que uma das primeiras celebrações do Dia da Mulher terá sido a 28 de fevereiro de 1909, nos EUA, em memória de uma greve promovida, no ano anterior, por operárias têxteis de Nova York. Contudo, a 26 de agosto de 1910, na II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, reunida em Copenhaga, a líder socialista alemã, Clara Zetkin propôs uma celebração anual das lutas em prol dos direitos das mulheres trabalhadoras, apesar de não indicar uma data precisa. A 19 de março de 1911, já se celebrou o Dia da Mulher em países como a Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça, havendo quem defenda que o incêndio que deflagrou, nesse ano, numa fábrica nova-iorquina, matando 125 operárias, terá ajudado a cimentar a evocação da efeméride. Se este incêndio terá sido significativo para o imaginário feminino norte-americano, em França relaciona-se a data com uma greve operária feminina norte-americana de 1857 e na Rússia, com a Revolução Bolchevique. A 23 de fevereiro de 1917 (8 de março no calendário gregoriano) deu-se uma greve espontânea de operárias têxteis russas, que Trotsky considerou como o primeiro momento da Revolução Russa. Recuperada a data pelas feministas dos Anos 60, veio a ser consagrada pelas Nações Unidas, por meados da década de 70. 
|| Susana Serpa Silva
susana.pf.silva@uac.pt
Em Asas da Igualdade, 23 março Açoriano Oriental

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A partir daqui pode ver Nas Asas da Igualdade: edição mensal da Umar-Açores e publicação no Açoriano Oriental.
A página Nas Asas da Igualdade foi lançada pela UMAR-Açores, integrada no projeto com o mesmo nome, desenvolvido em 2007 Ano Europeu da Igualdade e prossegue desde então até aos nossos dias



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