PESQUISAR


Do Feminismo ao Ecofeminismo: Nos 25 Anos da UMAR-Açores

2017-11-11

 Para assinalar o aniversário da UMAR-Açores, num ambiente de festa e convívio, falei de uma forma mais pessoal, do meu percurso de vida nos Estados Unidos, onde fui criada e vivi mais de 30 anos na Califórnia. Assim, acompanhei, em primeira mão, o eclodir dos movimentos em prol das minorias, das mulheres e do ambiente.  


 Cedo despertei para as questões feministas, de género e da defesa da mulher, porque fazia tanto sentido e havia tanto que fazer. Procurei perceber as dinâmicas em causa e intervir, especialmente no seio da comunidade emigrante.

Ao mesmo tempo, despertava para as questões ambientais e para o nosso papel na defesa do meio natural que nos recebe neste planeta. Percebi que, tal como a defesa da mulher, esta era uma causa essencial e transversal à sociedade. De ambas dependia o bem-estar e o nosso futuro.

Daqui, o salto para o ecofeminismo foi natural, tendo em conta os usos e abusos a que a mentalidade machista e patriarcal tem sujeitado a mulher e a natureza. Na perspetiva tradicional, a mulher é vista como intrinsecamente ligada à natureza, pela sua capacidade reprodutora, e movida pelas intuições e emoções, em contraponto ao reino masculino, domínio privilegiado do conceptual, essencial e racional. Segundo esta dicotomia, a Mulher e a Natureza ficam em desvantagem, naturalmente, cabendo ao Homem a missão de as controlar e dominar – com os resultados preocupantes que hoje enfrentamos.

  • as mulheres que continuam a ser vítimas de abuso e violência, nos Açores, em Portugal, em Hollywood, em tanta partes..

  • as autoridades que não conseguem desvendar os enigmas e os juízes que baseiam a sua ação nas leis bíblicas

  • as alterações climáticas que uns tentam negar, enquanto as catástrofes recentes vão demonstrando o contrário…

Tem havido avanços, sem dúvida. Acredito que há cada vez mais pessoas despertas para estas questões, ou a caminho disso; pessoas preocupadas em encontrar soluções, ou a caminho disso. No entanto, resta ainda tanto que fazer, tanto caminho a percorrer. Por isso, a UMAR continua a despertar, a desconstruir e a desafiar.

|| Rosa Maria Neves Simas

(Síntese da intervenção por ocasião das comemorações dos 25 anos da UMAR-Açores)

Publicado em Asas da Igualdade, 8 de Novembro, Açoriano Oriental

 Ver galeria de fotos

Asas da Igualdade

A partir daqui pode ver Nas Asas da Igualdade: edição mensal da Umar-Açores e publicação no Açoriano Oriental.
A página Nas Asas da Igualdade foi lançada pela UMAR-Açores, integrada no projeto com o mesmo nome, desenvolvido em 2007 Ano Europeu da Igualdade e prossegue desde então até aos nossos dias



NOVEMBRO 2017
D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930

GALERIA DE FOTOS

UMAR


Mulheres na Pesca