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Mexeu com Uma. Mexeu com Todas. Fim à cultura da violação.

2017-05-31

No dia 25 de Maio saiu-se à rua em 5 cidades do país (Porto, Braga, Coimbra, Lisboa e Faro) para dizer “basta!” à cultura da violação. O apelo foi feito por vários coletivos e associações depois da difusão de um vídeo que mostra um rapaz a agredir sexualmente uma rapariga em estado de inconsciência, num autocarro da Queima das Fitas do Porto. A cena é assistida por um grupo de pessoas, que para além de não socorrerem a rapariga, riem e gozam da situação


te o facto que estas situações não são casos isolados e que a esmagadora maioria das mulheres ou pessoas que são identificadas como tal, já foi assediada, agredida sexualmente ou violada.

A cultura da violação é aquela que encara as mulheres como objetos sexuais e de consumo masculino. É o entendimento de que as mulheres não são donas da sua sexualidade. A cultura da violação é aquela que afirma, que os homens são incapazes de controlar os seus impulsos sexuais, desculpando e naturalizando, por isso, os comportamentos agressivos.

Uma sociedade que aceita e assimila esta cultura é uma sociedade que relativiza os crimes contra a autonomia das mulheres: os homens não se conseguem controlar e as mulheres devem estar ao serviço dos impulsos masculinos. Esta cultura culpabiliza as vítimas em vez de as defender, trazendo para a discussão a forma como as mulheres se vestem, os locais que frequentam, as horas a que o abuso ocorre e o estado de lucidez da vítima e/ou do agressor como argumentos aceitáveis para o desagravo de um comportamento que é crime. Esta cultura trava a liberdade das mulheres, porque faz recair sobre elas a responsabilidade de não serem agredidas.

É contra isto que nos levantamos e foi por isso que nos organizamos. Contra uma cultura que desculpabiliza a violência contra as mulheres, as lésbicas, as pessoas trans e as mulheres negras. Uma cultura que ignora os direitos humanos e que transforma as vítimas em culpadas.

Respeitamos todas as vítimas e as suas decisões. A forma como cada mulher decide reagir perante o crime de que foi vítima é decisão sua e tem o nosso respeito e solidariedade.

Dia 25 saímos à rua para dizermos que não há nós e elas, aquilo que existe são mulheres que todos os dias enfrentam uma sociedade repleta de violência machista. Elas somos nós. Mexeu com uma, mexeu com todas

|| Catarina Fernandes – Coletivo Feminista - Porto

Asas da Igualdade – Açoriano Oriental, 31 de maio 2017

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Asas da Igualdade

A partir daqui pode ver Nas Asas da Igualdade: edição mensal da Umar-Açores e publicação no Açoriano Oriental.
A página Nas Asas da Igualdade foi lançada pela UMAR-Açores, integrada no projeto com o mesmo nome, desenvolvido em 2007 Ano Europeu da Igualdade e prossegue desde então até aos nossos dias



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